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BÉLGICA 2 X BRASIL 1 

 julho 11, 2018

Por Aldo Montes

Hoje faz 4 dias, que vivenciamos um momento, que ninguém irá esquecer tão cedo: como nós, brasileiros, uma das maiores potências do futebol, sucumbiu diante de um time como a Bélgica?!?

Nas casas de apostas, o franco favorito sempre foi o Brasil. Quando eu perguntava para quaisquer amigos e/ou conhecidos, a resposta era unânime, inclusive entre o time Belga: a maioria dos prognósticos indicavam que o Brasil venceria a Bélgica facilmente e que logo estaríamos entre os 4 melhores do mundo. Provavelmente, a final seria Brasil x Inglaterra (o país que criou o futebol) e nossa querida e invencível seleção voltaria para a casa, provavelmente no dia 17/07, com a taça e com o Hexa na mão. Tudo certo; só faltou um detalhe: esquecemos de combinar tudo isto com os Belgas…

O Brasil possui cinco títulos mundiais e uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Já a Bélgica, não possui nenhum título nas Copas do Mundo e possui uma população de aproximadamente 11 milhões de habitantes. Sendo assim, como a Bélgica conseguiu facilmente vencer uma nação como o Brasil, os donos do futebol arte??!!

Inicialmente, gostaria de reforçar que meu forte não é futebol, táticas, escalação etc… porém, gostaria de compartilhar meu ponto de vista. Me permitam fazer alguns comentários sobre o que pude compreender a respeito da derrota do Brasil para a Bélgica.

O time da Bélgica entrou em campo respeitando seu adversário (o time do Brasil). Mesmo nas entrevistas, antes do jogo, falavam com respeito sobre a seleção brasileira e não escondiam, que seria um jogo difícil. A mesma afirmação foi feita pelo técnico espanhol Roberto Martínez, que sempre sonhou jogar (quando era jogador de futebol) contra o Brasil. Ele se demonstrou honrado em poder nos enfrentar para uma vaga nas 4ª de finais.

No lado do Brasil, o time estava mais descontraído, para não dizer despretensioso. Enquanto Neymar, se preocupava em levar seu cabeleireiro para uma tentativa malsucedida de chamar a atenção, o Time da Bélgica estava se preparando…. Atitude questionável do nosso camisa 10.

Se por um lado tínhamos os melhores astros do futebol em nosso time, do outro, os Belgas estavam treinando e tentando matar um leão por dia (garantindo a vitória em cada jogo).

Se tínhamos estrelas em nossa seleção, o time da Bélgica possuía um time robusto, coeso, coerente, disciplinado, tático, e estes estavam em busca de algo inédito para seu país. Enquanto no time do Brasil parecia que cada um estava mais preocupado com a performance individual, ignorando o coletivo, o time da Bélgica jogava de forma unida, pensando no grupo como um todo e não como estrelas individuais.

Acredito que o Brasil não perdeu somente para a Bélgica.

O time perdeu para si próprio, quando preferiu levar os familiares, e não profissionais sérios e competentes, tais como psicólogos e coaches para a Rússia. Apesar disso, admito que elegeram excelentes massagistas, médicos, pessoal técnico e o próprio Tite que, a meu ver, exerceu, dentro de todas as limitações, pouco tempo e pressões, um bom trabalho.

Perdeu quando se preocuparam mais com suas aparências físicas e não com o sentido comum de equipe.

Perdeu quando se preocuparam mais com os valores de seus passes, que seriam comercializados em dólares/euros pós copa do mundo.

Nossos familiares são um excelente suporte emocional para nosso dia a dia, são nossa estrutura e são eles que nos esperam quando chegamos em casa, depois de um dia exausto de trabalho. Porém, neste caso especifico, isto não era um piquenique, nem um passeio de final de semana. Era um trabalho sério e que nossos atletas tinham que ter sido acompanhados por profissionais experientes, os quais certamente teriam ajudado, não somente no sentido físico, mas principalmente no sentindo emocional.

Quando o Brasil fez o primeiro gol (contra), o time desabou. Parecia um time totalmente abatido psicologicamente, e não um time coeso, forte e com um único objetivo: vencer e trazer a taça do Hexa para o Brasil.

Meu desejo neste artigo é fazer uma analogia do Brasil x Bélgica com o mundo corporativo, onde atuo a mais de 30 anos. E nos últimos dois, também como Coach Executivo.

“A humildade precede a honra.” – Provérbios 15:33 
Infelizmente, nosso time estava muito seguro de si, achava que teria apenas mais um adversário e que o jogo estava ganho: tudo fácil demais. A preocupação não era se ganharíamos da Bélgica, mas de quanto.

Muitas organizações de sucesso fracassam por não serem humildes o bastante para avaliar a tendência do mercado e então, procuram empurrar seus produtos e/ou soluções, ao invés de ouvir seus clientes e procurar inovar. Ex: Kodak.

“Um reino divido não subsiste.” – Marcos 3:24 
Faltou disciplina para a seleção do Canarinho e também sentido comum, todos estavam preocupados consigo mesmos e com jogadas excepcionais individuais, mesmo que isto pudesse trazer prejuízo para o time.

Muitas empresas fracassam, pois, seus líderes agem como se fossem donos das mesmas e baseiam suas atitudes em capricho. Estão mais preocupados em se manter no poder, do que em perpetuar algo que foi criado com sacrifício. E nem que para isto tenham que dividir todo seu time, em prol de um único interesse: de um diretor ou CEO.

“Golias, um grande guerreiro, originário de Gate, avançou.” – I Samuel 17
Durante o jogo Brasil x Bélgica, parecia que o invencível Golias (Brasil) nunca perderia diante de um pequeno David (Bélgica). Porém David teve foco, coragem, confiava no Deus Altíssimo e sem temor, avançou sobre Golias e o derrotou.

Muitas organizações, com o passar do tempo, acabam se tornando um Golias. Pensam que nunca vão sucumbir e simplesmente ignoram as tendências do mercado, seguindo adiante. Algumas vezes, sem notar que caminham para uma derrota fulgurante.


Finalmente, gostaria de terminar este artigo, fazendo uma reflexão que costumo fazer com meus coachees/clientes (com os quais eu aprendo muito através da experiência e vivência de cada um deles).

Qual é o melhor cavalo? O mais rápido ou o mais lento?


Resposta: Depende do resultado que você espera. Se é para ganhar uma corrida de cavalos, certamente o melhor é o cavalo mais rápido, porém se você estiver a caminho de um abismo, certamente o cavalo mais lento será melhor, para você ter tempo de se desviar do abismo ou mesmo de saltar do cavalo, antes que ele caia.

Qual o melhor caminho que devo tomar na minha profissional e/ou pessoal?
Resposta: Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve…


Ou seja, mais importante que a velocidade é sabermos para onde estamos indo.

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